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“O sonho de toda mãe que amamenta: que os fabricantes da indústria alimentícia coloquem nos rótulos de TODOS os alimentos que eles não auxiliam no aumento da produção de leite.

Assim, voltaremos a comer por gosto. E não por obrigação”..  😒

Divagações!

divagarNão costumo acordar cedo. Mas, nos últimos dias, tenho sido obrigada a isso. Mãe viajando, fui obrigada a incorporar o espírito da Escrava Isaura e sair limpando, cozinhando, lavando e passando, com algumas doses de sofrimento e muito lerê lerê nos couros.

Descobri que cozinhar é uma terapia. E, enquanto queimava um arroz e um bife, me peguei pensando em minhas atitudes com os outros e comigo mesma. Às vezes, é bom parar e refletir nisso. Pois bem, o resultado não foi lá muito agradável. Eu não vou a igrejas (pelo menos, não com a frequência que muitos julgam necessário); não faço orações antes de dormir; não agradeço antes de cada refeição; falo o que penso (e acabo machucando sem querer amigos e familiares); grito quando estou discutindo com alguém; não consigo demonstrar meus sentimentos (principalmente, se forem favoráveis a terceiros); meu vocabulário inclui muitos palavrões e, se sinto que fui ofendida, minha primeira atitude é mostrar o dedo do meio (sem nenhum ressentimento).

Então, analisando tudo isso, percebi que sou uma má pessoa. Mas, o pior de tudo é que eu não ligo pra isso. Sério mesmo. Sou católica e teria um post gigantesco aqui se precisasse explicar minhas razões para não ir a igrejas. Para mim, não é necessário estar lá para conversar com Deus e a “Casa de Deus” sou eu mesma. Com tantos estudos teórico-filosóficos não me tornei uma comunista, mas – um tanto quanto – cética.

E sobre falar o que penso, isso resultou de muitos sapos que precisei engolir. Mas, engana-se se acha que falo o que penso de maneira arrogante e brava. Não, não. Na maioria das vezes, faço isso com cara e voz de songa-monga e um olhar dissimulado. Na mais pura e eficiente tática de fingir de morta para comer o coveiro.

Mas, como qualquer um com mais de 8 anos já percebeu, não é todo mundo que merece a verdade. Tem gente que merece a potência máxima da minha falsidade, com direito a abraço, tapinha nas costas e um sorriso de canto de boca.